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Narcolepsia

Muitas pessoas podem apresentar diagnóstico de diversos distúrbios do sono. E tais distúrbios causam prejuízos na qualidade do sono e podem trazer grandes riscos e problemas para a saúde física e mental da pessoa. Alguns distúrbios do sono são:

  • Narcolepsia;
  • Apneia do sono;
  • Ronco;
  • Insônia;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Distúrbio do sono em crianças.

Aqui, vamos conhecer sobre o distúrbio chamado narcolepsia, que é um distúrbio do sono que tem como principal característica uma sonolência excessiva durante o dia, mesmo que a pessoa tenha uma boa noite de sono. Tais ataques de sono podem ocorrer a qualquer momento, como em pé dentro de um ônibus, durante uma consulta médica, dirigindo um automóvel, operando máquinas e em diversos momentos que podem trazer grandes riscos à pessoa que sofre deste distúrbio.

A narcolepsia é uma condição neurológica não transmissível, que atinge cerca de 1 a cada 2000 pessoas, entre homens e mulheres. O sono normal tem seu inicio com o desligamento do controle muscular e, durante esse momento, passa por uma fase de ondas lentas. Pouco tempo depois, o sono atinge a fase REM, onde a atividade do cérebro passa a ter maior intensidade. Quem sofre desse distúrbio não passa pela primeira fase do sono, começando diretamente pela fase REM.

CAUSAS

A causa exata da narcolepsia ainda não é clara, mas, estudos feitos até o momento, entendem que esse distúrbio está ligado a fatores genéticos, onde há um déficit do neurotransmissor hipocretina, que é responsável por regular o apetite, excitação e nos mantém acordado.

O cérebro tem uma parte chamada hipotálamo, onde se encontra um grupo de células que produzem a hipocretina. Acontece que tais células podem morrer precocemente, causando um desequilíbrio na produção de hipocretina e, assim, causar a sonolência excessiva. Ainda não se sabe o que pode provocar a diminuição das células e, consequentemente, a deficiência dos neurotransmissores, mas acredita-se que pode ser:

  • Lesões cerebrais;
  • Toxinas;
  • Reações autoimunes;
  • Tumores;
  • Alterações hormonais, como puberdade e menopausa;
  • Estresse.

TIPOS

A narcolepsia pode acontecer de duas formas diferentes:

  • Com Cataplexia

Aqui, ocorre a combinação de sonolência excessiva com cataplexia, que é um ataque repentino de fraqueza muscular desencadeado por fortes emoções como raiva, alegria, surpresa e risos.

  • Sem Cataplexia

Esse é o tipo mais raro desse distúrbio do sono, onde os episódios de sono excessivo acontecem de forma contínua, mas não há sintoma de fraqueza muscular.

SINTOMAS

A sonolência excessiva durante o dia é o sintoma que aparece em todos os pacientes narcolépticos. Em regra é o sintoma inicial deste distúrbio, mas por ser um sintoma não muito especifico, faz com que haja um grande atraso no diagnóstico da doença. Mas, esse não é o único sintoma da doença, os outros sintomas que fazem parte da narcolepsia são:

CATAPLEXIA

Como dito anteriormente, existem duas formas de apresentar a narcolepsia, uma dessas formas é combinada aos sintomas da cataplexia, que é um sintoma que não aparece em nenhuma outra doença. A cataplexia se caracteriza por episódios de perda do tônus muscular, que são ataques de fraqueza que acontecem após passar por reações emocionais, tais como, medo, raiva, estresse, excitação, humor e, o mais frequente, riso.

Esse sintoma é muito parecido com o que acontece durante a fase do sono REM, que é quando ocorre uma interrupção muscular natural, mas a cataplexia ocorre quando se está acordado e a pessoa tem plena consciência do que ocorre. O ataque de cataplexia pode durar até 10 minutos e pode acontecer dobramento dos joelhos, fala devagar e até mesmo uma paralisia completa, fazendo com que a pessoa caia no chão.

SONO EXCESSIVO

Esse sintoma é caracterizado por um desejo incontrolável de dormir durante o dia, independentemente de ter dormido bem ou mal durante a noite. Conforme falamos anteriormente, esse é o sintoma mais comum em todos os pacientes diagnosticados. Ele aparece acompanhado de exaustão, sonolência, lapsos de memória, dificuldade de concentração e humor deprimido.

Os ataques de sono podem acontecer durante todo o dia e duram, em média, meia hora, assim o indivíduo cede a pequenos cochilos e a sensação de fadiga pode voltar em cerca de duas horas. Durante os ataques de sonolência, os narcolépticos ficam sujeitos a ter comportamentos automáticos, assim podem continuar escrevendo, dirigindo, cortando ou fazendo qualquer atividade sem nenhuma interrupção aparente. Normalmente os pacientes não se recordam de suas ações durante o ataque de sono.

ALUCINAÇÕES

São alucinações principalmente visuais, os pacientes que apresentam esses sintomas costumam ver vultos, animais, objetos, pessoas e etc., mas nada impede que atinjam outros sentidos, podendo estar associadas à paralisia do sono. As alucinações podem ocorrer de duas formas: hipnagógicas, que acontecem durante o início do sono, ou hipnopômpicas, que são alucinações que ocorrem quando está acordando. As alucinações hipnagógicas são as mais recorrentes na narcolepsia, mas podem atingir todas as pessoas, seja paciente narcoléptico ou não. Por isso, é um sintoma que, para caracterizar o distúrbio, deve estar acompanhado dos demais sintomas.

PARALISIA DO SONO

Esse sintoma ocorre com a incapacidade de se mover ou falar quando está adormecendo. Paralisia hipnagógica e paralisia hipnopômpica acontecem de forma rápida, em média duram cerca de 2 minutos, mas cada episódio pode atingir até 10 minutos. Inicia e termina de forma espontânea e, durante todo o tempo, a pessoa tem total consciência do ocorrido.

INTERRUPÇÃO DO SONO NOTURNO

Muitas vezes, o paciente diagnosticado com este distúrbio do sono, pode apresentar dificuldades em ter uma boa noite de repouso, pois enfrentam interrupções causadas por sonhos, insônia, movimento das penas, falar enquanto dorme e outros tipos de interrupção.

MALEFÍCIOS

Quando a narcolepsia não é diagnosticada ou não é tratada da forma correta, podem acontecer vários problemas desencadeados pelo distúrbio, tais como:

  • Queda de desempenho profissional;
  • Problemas em relacionamentos;
  • Danos físicos, pois a pessoa pode sofrer acidentes enquanto tem ataques de sono;
  • Obesidade.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Uma pessoa que apresenta os sintomas da narcolepsia deve procurar um médico para que ele possa analisar e diagnosticar o paciente, como os sintomas nem sempre são claros, o diagnóstico pode demorar mais de 10 anos para se concretizar, pois o paciente pode pensar ser apenas cansaço e não chega a procurar um médico para cuidar disso. O reconhecimento da doença será feito com o conjunto de vários exames e por médicos especializados nessa área, para, assim, começar o tratamento. Os exames realizados são:

  • ECG, que mede a atividade elétrica do coração;
  • Eletroencefalograma, que mede as atividades do cérebro;
  • Monitoramento da respiração;
  • Testes genéticos;
  • Polissonografia, que estuda o sono do paciente;
  • Teste Múltiplo de Latência do Sono (MSLT), que mede o tempo que o paciente leva para adormecer;

A narcolepsia, por ser um distúrbio que causa sonolência excessiva durante o dia, causando ataques de sono em que o paciente não consegue resistir, torna-se uma doença que pode trazer grandes problemas na vida social e profissional de quem sofre desse distúrbio. Por isso, o paciente, assim que diagnosticado, deve procurar um acompanhamento médico para que seja tratado da forma adequada. Cada pessoa passa por um tratamento especifico, sendo necessário, em todas elas, o uso de medicamentos para ajudar no controle do sono e nos sintomas de cataplexia.

Por ser uma doença que não apresenta cura, o paciente narcoléptico deve se cuidar da forma correta para que consiga obter maior controle quanto ao sono e ter uma melhora significativa nos ataques provocados por esse distúrbio.

Para aqueles que já suspeitam de possuir esse distúrbio ou já é diagnosticado, existem hábitos que podem ser adotados e que ajudam no controle dos ataques de sono, como:

  • Crie uma rotina de dormir e acordar na mesma hora todos os dias;
  • Faça exercícios físicos regularmente;
  • Evite o uso de nicotina, álcool, cafeína e energético;
  • Tirar cochilos programados de, no máximo, 20 minutos;
  • Pratique técnicas de relaxamento, respiração e meditação;
  • Praticar a higiene do sono.

Lembrando que a narcolepsia é uma doença que pode acarretar diversos problemas, por isso, se desconfiar que possua tal distúrbio do sono, procure um médico especializado. Além disso, não se automedique ou tire conclusões precipitadas, o diagnóstico e tratamento correto é o que garante a melhora e controle deste distúrbio.

09/10/2018|Categories: Curiosidades|


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